Quando estamos sentados no alto da arrogância, fica difícil perceber
as pessoas. Fica quase impossível detectar que existe uma palavra chamada
humildade. Ela não está à venda nas prateleiras do supermercado, nem exposta
nas vitrines de uma loja, muito menos são vendidas por tele-moças em qualquer
0800.
Tudo nesta vida gira em torno de nós, seres humanos, e não temos a mínima noção do que possa acontecer quando se diz: "nada melhor que um dia atrás do outro", ou, “o mundo dá muitas voltas". Pois é... Mas isto está realmente acontecendo e ninguém se dá conta. Depois que levamos bofetadas da vida, ficamos aí chorando, lamentando-se pelos cantos, achando que somos vítimas. Quando na verdade posamos de bonzinhos, amáveis e sinceros. Mas tudo isto, acontece dentro de um invólucro chamado dissimulação. Onde colocamos a máscara da “persona” e nos armamos com o escudo dos mecanismos de defesa. Quando um sorriso não é sorriso, e quando um elogia soa falso.
Que pena! Pessoas que vivem assim estão enganando-se a si próprias e aos outros, somando "culpas", que poderiam ser chamadas de disfarces.
Tudo que passamos na vida, sendo rindo ou chorando tem um grande significado, porque nos bastidores das quedas, das perdas e dos ganhos, está o APRENDIZADO. Quando atingirmos este estágio, se é que existem pessoas que o alcancem, seremos melhores. Melhores na luta da sobrevivência, melhores com o semelhante, e consigo mesmo. Mas isto acontece à duras penas.
A falta de respeito com o semelhante resulta na falta de respeito a
si próprio. Mas a arrogância dessas pessoas é tão grande que as fazem ficar
cegas, surdas e mudas. E quando isto acontece, elas não evoluem, mesmo tendo
subsídios para ostentar uma cultura letárgica, que não abre os olhos, lhes
proporcionando ver pelo menos um palmo adiante do nariz!
Mas, quero crer que exista um modo, qualquer que seja ele esse tipo de gente possa ainda, aprender alguma coisa boa nesta vida, antes de fechar os olhos para sempre e sua boca calar-se afogada pela empáfia.
® Lu Cavichioli

