Páginas

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Um tapinha não dói

Sinceramente? Acho que não dói mesmo! Eu quero hoje é falar sobre crianças malcriadas e que pensam (já) serem donas do mundo. Eu sinceramente fico abestada com tanto descaso por parte dos pais em uma situação como esta que eu presenciei na minha família e fiquei indignada. "Em um dos aniversários, com a sobrinhada toda presente, inclusive os mais novos, os ditos (pestinhas) pra não falar outra coisa, eis que o mais novo de 2 anos, sentado no colo do pai à mesa começou a gritar feito um destranbelhado, chamando a atenção de todos que conversavam serenamente, enquanto outros riam, assistiam TV, etc. E ele gritava cada vez mais alto, dando socos na mesa. Eu parei de conversar e fiquei prestando atenção naquilo... De repente, o pai estica o braço e pega um brigadeiro e dá para o "monstrinho", dizendo e sorrindo feito um bobalhão: -" ah, gente... Ele pediu, ninguém ouviu: ELE GRITOU!" AHH QUE GRACINHA NÉ? O que fazer diante desta cena"? Bom, tenho cá meus preceitos pra tanto: * mandar calar a boca * se não parar de gritar não vai ter o que pediu se continuar gritando , deve sair dali e tentar conversar de boa com o pestinha se isso não der resultado, colocar o berrante no colo, virado de bruçus e levar palmadas na bunda, como era feito antes do advento dos pais modernos nascerem. Qdo eu era menina, meu pai deixava o cinto dele pendurado na maçaneta da porta e qualquer bizarrice que eu cometesse, sendo grito ou desobediência, ele mostrava o cinto, e isso bastava. Eu morria de medo kkkkkkk (pq, devo confessar... eu era uma pestinha). Mas obedecia, porque aprendi limites. Graças a Deus eu não fui uma mãe moderna. Bom, deixa eu explicar esse "mãe moderna": É simplesmente dizer AMÉM a tudo que a criança pedir. É não saber dizer NÃO. É não saber ou (pelo menos) orientar e colocar limites , porque a criança naum tem medidas, ela acha que pode tudo. A responsabilidade é toda dos pais ou dos responsáveis. Alguém poderá dizer: "Ah, mas os pais mudaram". CONCORDO! Oras... E os filhos também, consequentemente. Minha filha nunca se jogou no chão com chiliques pra conseguir algo. Nunca deu show wm lugares públicos. Claro tinha lá seus ataques de birra, mas conseguíamos controlar, eu e meu marido juntos. E tem mais: não podemos e nem devemos tirar a autoridade do outro. Se o pai deu bronca, bata o martelo e vice-versa. Porque com essas crianças de hoje, a coisa tá feia, ou melhor, medonha! Creio ser o castigo um santo remédio para alguns males. É a lei do refôrço e da punição para extinguir o mal comportamento. E dá resultado, tá? A psicologia tá aí e prova que é verdade. Faz tempo que estudei esse cara, o Skinner, um behaviorista que apostava na educação segundo o comportamento através da reação do organismo frente a estímulos externos. Se eu estiver enganada, por favor nossa amiga do Divã, a Regina pode esclarecer melhor. Não há necessidade de espancar, porque não haverá resultado algum,só mais violência. To fora! Diálogo é essencial. Preste atenão ao corpo, aos movimentos porque o corpo fala. Mas os pais de hoje são escravos de si próprios e não teem tempo de im(prestar) atenção ao que acontece em redor. Infelizmente, usando uma metádora eu termino: A ignorância maquinal está, passo a passo destruindo a sensibilidade humana. *O tema é vasto e podemos voltar a falar mais sobre o assunto.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Vergonha Nacional

O Coluna da Lu vem em edição extraordinária nesta noite de sábado (21 de janeiro de 2012) - apresentando uma crônica espetacular e completamente REAL - eu disse - REAL da atual conjuntura da moral neste país.



Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother       Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas       conseguimos chegar ao fundo do poço. A nova edição do BBB é uma síntese do       que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras       adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
     
Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve       seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo,       principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema       banalização do sexo e valores morais, com tamanho atentado à nossa modesta       inteligência.

Impossível assistir ver este programa ao lado dos       filhos. Gays, lésbicas, heteros... Todos na mesma casa, a casa dos       “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays,       acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo       na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB é a realidade em       busca do IBOPE.

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do       BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido”. Não sei se será       divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras       típicas.

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista,       documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a       Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa       desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve       maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à       pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que       esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da       ética e da dignidade do brasileiro.

Outro dia, durante o intervalo       de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que,       para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um       caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis.
~ Caminho árduo?      
~ Heróis?
~ São esses nossos exemplos de heróis?

~ Caminho       árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros,       profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os       professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores       incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com       dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.    

Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de       comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a       isso todo dia.

Heróis são crianças e adultos que lutam contra       doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais       saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e       beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao       cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna       heroína Zilda Arns).

Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um       salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para       alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás       pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa       cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos       intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer       outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à       criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e       moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol,       fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o       “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de       vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano".       Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$ $$$$$$$ do BBB:       José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove       milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta       centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos       mil reais.

Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada       paredão ...
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa       quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia,       alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais       de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores)
    
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e       indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em       vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana       ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema...., estudar... ,       ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um       amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... ,       namorar... ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a       ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os       quais foi construída nossa sociedade.

"Somos responsáveis por       aquilo que fazemos, o que não fazemos e o que impedimos de ser       feito."

Luis Fernando Veríssimo

Cronista e Escritor   brasileiro

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Loucos & Santos

Texto dedicado a mim e a meus amigos!



Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.

Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.

Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.

Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.

Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.

Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.

Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.

Tenho amigos para saber quem eu sou.


Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril

 Oscar Wilde

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Pareceristas e outros Bichos

Quando se decide escrever, seja lá o gênero que for precisa-se ficar atento sobre o tema escolhido e a forma como recortar e montar seu quebra cabeça. É de suma importância que a essência ou idéia central apareça de forma inusitada, a fim de assegurar sua continuidade. Porque se no início da leitura não soubermos cativar o leitor, estamos fritos! Eu particularmente nunca me deparei com figuras chamadas de “pareceristas” - cuja intenção e objetivo é julgar uma obra e em seguida bater o martelo dando-lhe o veredicto : PUBLICÁVEL OU NÃO PUBLICÁVEL. Fiquei sabendo da existência dessa classe de julgadores por um amigo escritor que submeteu sua obra, no caso um romance, antes de publicar. Segundo informações deste amigo (excelente escritor), sua obra não foi aprovada. Por várias razões que posso contar numa próxima edição neste blog. Não contente com a resposta do primeiro parecerista, ele procurou outro e o coice foi bem maior, dessa vez derrubando-o e o fazendo sangrar por dentro. Depois de conversarmos bastante (eu e meu amigo), ele me contava que nós, escritores/poetas e aprendizes de feiticeiros, temos o péssimo costume de achar que tudo aquilo que escrevemos é PERFEITO, tipo um filho que mimamos até não poder mais. A princípio achei aquilo um absurdo, mas ao longo do tempo, concordei com ele. Haja visto tanta baboseira escrita por essa WEB afora e que dizem ser poesia, prosa poética, romances etc... ARRE! Olhem só uma coisa, meu livro por exemplo, foi lido por muitas pessoas , professores de literatura, professores de português e coisa do gênero... Eu tinha muita vergonha, porque achava que só escrevia porcarias ( e as escrevi muitas vezes). Todos meus amigos me elogiaram e tal, mas eu queria mesmo saber se eles estavam dizendo a verdade. Não gosto de melação quando a coisa não é verdadeira. Quem me conhece, sabe disso. Mas fico imensamente grata por tanto incentivo e carinho que recebi de meus leitores! Re(cantos) de Mim foi submetido a um parecerista depois que eu publiquei e ele meteu o sarrafo em alguns poemas abrangendo não só a parte lírica, mas também a gramatical. Ele simplesmente dissecou o livro, de cabo a rabo. Até o prefácio e as orelhas do livro ele analisou... Eu tenho tudo guardado como um tesouro, porque pra mim foi um super aprendizado. Depois pegamos amizade e ele começou a ler outros textos e poemas meus e dizendo sempre a verdade. Não derramou mel, mas também não me fez beber o fel, entendem aonde quero chegar? Tudo precisa ser feito com critério e entendimento, sobretudo respeito. Mesmo porque ninguém é dono da verdade. Por enquanto é só, mas posso voltar em edição extraordinária. ********************************************************************************************* *adendo: E O BBB DANDO O QUE FALAR... e o zé povinho apostando as fichas na pornografia que rola ali. Sinceramente? Isso me causa nojo! ACORDA BRASIL! ***************************************************************** Lu assuntando tudo que vê por aí. FUI
Algures e alhures, me aguardem!!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Alguém poderia me explicar?



Gente, o que está acontecendo o com o blogspot? Ele muda as configurações a todo instante e a gente fica como barata tonta depois procurando como fazer aquilo que fazíamos com o pé nas costas.
Tem horas que dá pau quando vamos comentar. Depois naum abre página. E querem lá me dizer que é sempre culpa da conexão? Ora bolas!
Coisa ridícula!!!!!
Hoje mesmo, acessei um blog e fui comentar. Cliquei nos comentários e não abriu de jeito nenhum. Depois tentei outro blog e fiz a mesma coisa e consegui comentar. Ahhh me poupe, que porcaria é essa? Talvez eu migre para outras plagas. Acho que tá na hora... mudar faz bem e nosso cérebro pede.

FUI!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Estrelismos


Sem querer fazer apologias ou pré-julgamentos ( a sério mesmo), a gente vai achando coisinhas aqui, acolá... Vai lendo, vai remexendo e montando quebra-cabeças e tal e coisa. E no meio disso tudo tem sempre nossa opinião. Aquela dita pessoal, intransferível e única na maioria das vezes. Sem contar os maria vão com as outras que gostam de variar, dar passinhos pra trás e politicar a boa vizinhança.
Esse parágrafo aí em cima, ousado e meio esquelético por falta de alguns sais minerais do tipo “eu causo” - “eu sou” - “eu fiz”  “eutcéteras”... Ilustra na totalidade minha indignação.
Eu falo e (escrevo) sobre o mundo da blogosfera em geral. Há muita, mas muita gente boa que cria blogs inteligentes, que trazem pesquisas, furos jornalísticos de categoria e que acrescentam mesa farta na miséria letreira e palavrória de alguns energúmenos  (até inteligentes), porém convencidos. Mil perdões pelo paradoxo (talvez temporal), cruzando linhas de tempo/espaço onde cérebro e “metacérebro” se encontram na louca trajetória em parir histórias - até que bem inteligentes e criativas... Mas como sempre cheias de orgulho próprio.
Todo mérito e crédito aos criadores e costureiros de frases. Nada contra e muito pelo contrário. Ando aplaudindo e sorvendo palavras ultimamente. Almoçando parágrafos e jantando sopa de letras  fantásticas que contam tantas histórias desse Brasil infinito em cultura e arte.
Oh... Mas quem está interessado em arte? POUCOS!
 Bom, mas até agora eu não discursei sobre estrelismos. Well, talvez nem precise, seria anarquia de minha parte. Contudo eu não posso deixar de percebê-los - (estão por aí).
 Sorry! Mas... Que eles existem, lá existem; E COMO!
Eu gosto mesmo é da interação entre os blogueiros. Sinceridade na lata como disse  certa vez um mago amigo meu (magoamigo). Mas tudo com certo limite, prudência, bom senso! E sabem que tenho encontrado? Good!
Entretanto, estrelismos continuam a manchar páginas.
 Mata borrão neles!
E pra não falar que nem pronunciei flores, resta-me apenas cantarolar, comer nectarinas e revolver a terra em busca de sementes que brilhem por si só. Posto que haja muitas em meu convívio, graças a Deus!
São Paulo, primavera - 2011
By Lu Cavichioli

domingo, 8 de janeiro de 2012

Stanislaw Ponte Preta tinha toda razão!





Caros leitores, 2011 se foi - est mort - e com ele foram-se algumas figuras horrendas como Kadaf e um tal de Kim Jong II. Todos dois agora, alimentando saprófitas. Em algum lugar fétido e escuro. Graças aos céus!
Falar das desgraças brasileiras nem me darei ao trabalho, porque isto aqui não tem mais jeito e este ano não será diferente, mas não quero contar com a galinha antes dos ovos, portanto, vamos esperar... No entanto aquilo que já se anuncia em atmosferas cheias de vacilação como é o caso dessa massificação obscura de restos mortais que precisam da mídia para sobressair, pousando de bacana e se achando a “totosa” e faces retorcidas pela mentira e totosões exibindo tanquinhos : ouço ao longe prenúncios “besteirais”.
É minha gente, o ano começa com galhofadas engarrafadas na caixa preta que projeta bulas de coquetéis psico-anárquicos para (talvez), dopar mais uma vez aqueles que gostam ou (preferem) ser enganados e dormir , sonhando com vidas alheias.
Há muito que a TV brasileira desce escadas e tropeça nas esquisitices  pontiagudas de criações abjetas e desprovidas de cultura. Ahhh... Mas o que é cultura mesmo?
O Besteirol, “Bundônico” Brasil (BBB) começa semana que vem e a massificação global já desenha grafias e porfias dos novos  sanguessugas juntamente com um cara que é ou era um super jornalista/cronista, fera mesmo no "bagulho" e que se chamava.... Acho... Pedro Bial... É isso mesmo? Sei lá... Deve ser. Mas o money manda no mundo né não gente? Então fazer o quê? O treco dá grana dá um bom retorno, então eu vou me travestir de babaca. Beleza vai nessa que o sucesso é um tranco na cachola e uma hora cabeças rolam.
Como eu disse no título, Stanislaw era um visionário quando criou o FEBEAPÁ (festival de besteiras que assola o país). Pena que ele morreu tão jovem e não pode comprovar que o besteirol Ainda circula por aqui e deu crias.
Janeiro deve transcorrer “sereno”, vulcânico e talvez (por via das dúvidas), encharcado, inundado e enlameado. Normal...

Fevereiro já acena colorido na luxúria vulgar, trazendo na bagagem a festa pagã e pecaminosa. Também normal -  enquanto o carrossel dos impostos sobe, a saúde claudica , a educação torna-se apenas uma palavra a mais no dicionário... Mãos ao alto nas esquinas, crianças "caindo" das varandas, bebes esquecidos em caçambas... Enquanto The brasilian people  samba de sapatilhas emprestadas e endividadas num país que pensa(ainda) estar caminhando para um tal primeiro mundo. Vocês conhecem?
A coisa pega no breu em março e quem quiser que conte outra. Mas sem besteirol, nem Febeapá, por favor! Vai ser dificil kkkkkkkkkkkk
Até que histórias da carochinha iam bem, né meu povo?!
O brasileiro gosta do faz de conta!
************************************///////////////**********************************************

Stanislaw  Ponte Preta tinha toda razão - (by Lu Cavichioli)
para o Coluna da Lu
São Paulo
Janeiro/2012

*



*desculpe os neologismos expurgados aqui criados* ( besteirais e bundônicos)



sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Eu olho, escuto ou calo?


Olá, buenos dias a todos!

Pois é, hoje resolvi falar um pouco sobre novelas e seus noveleiros.
Alguém já parou pra pensar o quanto essas historietas (todas repetitivas), desastradas e sem propósito atrasam a vida da gente?

Fiz uma auto-análise da minha parte noveleira e constatei quanto tempo foi gasto nessas babaquices esquisitas que massificam o pensamento e a vida da gente exibindo mal caratismo, traição, maldades lambuzadas de mel pra ninguém realmente achar que são maldades e o turbilhão de adulteração que escorre pelas vertentes da telinha. Concluí: PERDA DE TEMPO TOTAL.

Gente, sabe porque eu digo essas coisas? Simplesmente porque não há mais novelistas de gabarito. Não há mais enredos atraentes e inteligentes. Há sim muita balbúrdia e baixarias. Mulheres se estapeando. Um dormindo com o outro e o outro dormindo com o um. Casais desconcertados com filhos infelizes. E no final, no último capítulo fica todo mundo sentado no sofá , no chão, na cama ou mesmo de pé  -sim- vale tudo nessa hora. Pra ver o quê? Um THE END esdrúxulo, deixando a desejar, todo mundo se dando bem e tal... Os mocinhos indo muito bem obrigado e os bandidos se ferrando, morrendo e as vezes até se dando bem. Coisa bem parecida com a realidade desse país e que nem precisa aparecer em novelas pra gente ver que existe.

Há tempos que não assisto  novelas da Globo. A última,(que não consegui chegar ao final), foi Cordel Encantando, que ia muito bem, depois começou a degringolar e os autores deram um UP repentino e foram logo tratando de por um fim no conto de fadas engambelador - vide link
http://vemproquiosque.blogspot.com/2011/06/sobre-cordeis-e-encantamentos.html

Já em outras emissoras as novelas tomaram seu lugar de destaque, mas o resumo da ópera é sempre o mesmo: traição, adultérios, ladroagem, roubalheira, mentiras e história  que é bom e que deveria emocionar: NADA X NADA= NADA.

Quanto às mini-séries vejo propostas mais sérias, mais equilibradas, mesmo porque a maioria delas nascem da literatura (aí eu vi vantagem) , sofrendo algumas adaptações que deve ser de praxe.
Ah, agora há o investimento nas reprises para aumentarem a audiência. Creio ser esse (talvez) o caminho para alguma mina de ouro ou um pote de moedas no fim do arco-íris, sei la...

Por hoje é só ...
To de olho nas opiniões

*
FUI... Mas eu volto!
xauzinho

Eu olho, escuto ou calo?
para o Coluna da Lu

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Reorganizando a Máfia

Os Seguidores de Narciso

(um texto antigo, mas que assume contemporaneidade)

Após algum tempo escondido em uma ilha do Pacífico Sul, Narciso dos Lagos da Vaidade reaparece “mostrando” a cara em foto preta e branca publicada em jornal local por um paparazzi que viajava a paisana por recanto desconhecido. Narciso era levado em “cadeira” de duas rodas e um guidão por seus dois homens de confiança. Um era totalmente humano. O outro parecia uma assombração imaginária criada por sua mente vaidosa, pois este só aparecia quando estritamente necessário, assumindo sua própria personalidade.

A intenção de Narciso dos Lagos era voltar pra casa e reorganizar seu bando de seguidores tão cínicos quanto ele. Para tanto, ele fez uso da web enviando mensagens para o grupo que estava disperso, sem rumo e sem piloto. A INTERPOL foi avisada de sua chegada ao Brasil, país sede de suas crônicas, contos e mini-contos - todos encharcados de convencimento. Se não me falha a memória, para ser mais preciso, a casa/sede está fixada em Santa Tereza, ou seria Petrópolis?

A Tropa de Elite já foi mobilizada e a oposição está de orelhas em pé. A máfia está (nova) mente em formação.org Os mortais que se cuidem, (embora eu creia que nada será como antes).

(um texto desencanado para alguns desavisados de plantão)

By Lu C.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Por que você me provoca?

Eu fico aqui lendo e lendo, observando pseudo palavrórios (todos inúteis),talvez infundados. Parece até que tua escrita saiu de uma lata de mingau, daqueles bem melequentos e que causam certo enjôo depois do primeiro arroto.

Outrora tu dizias que era xerife em produção nas ruas empoeiradas da tua indignação e dizias também ser enganada por mazelas deste mesmo pralavrório. (Afinal, o que queres tu?) Hoje tu apareces com provocações e amores (todos insanos), por aquele alguém que era um mingau melequento e que agora é parte integrante de teu pulsante coração e que te leva pela mão aos lugares onde sóis e lagartixas pousam para fatos & fotos do jornalzinho local.

Pra terminar, trago minha indignação e meu não entendimento aqui na sacola das respostas, tropeçando em poças de mel gotejadas por tua face retorcida e tua falta de memória, fumegando no panelão dos bajuladores. Tu amas agora? Que espanto! Odiavas, outrora!


by Lu C. ************************************


Considerações finais e exaustivas sobre o texto acima: ... Deixaram-me algumas moedas de ouro no fim do arco-íris. Depois eu pego porque agora estou deitada no outono romântico observando gatos no balaio das idéias. Ousam ainda falar de amor na blogosfera.
..
 Desconheço esse amor cybernético, metálico, frio e calculista,mentiroso, aproveitador e cavernoso. Está frio no andar bipolar - norte/sul ! Socorro envie um helicóptero. Estão servindo coquetéis psico-anárquicos. Aquieto-me na mansidão de meus retratos, que por hora estão pálidos, e contento-me com meus neurônios cansados de tanta aridez e nostalgia: Desfigurante e desfigurada!

No balaio dormem os gatos
Na impaciência grilos cantam o hino nacional
Idéias e pensamentos presos na roca de fiar
Eu, imagem petrificada,
  olhos de gesso boca & baton
mãos atadas e pernas fluídas no pedestal das florestas
- unicamente só em busca do vale encantado
desenho animado

By Lu Cavichioli

Inverno de 2011
No mês do cachorro louco