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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Intruder




Vinha eu (descompromissada) meio em descompasso e um tanto solitária.
Eu e minha personalidade instável, sujeita a chuvas e trovoadas e com pequenas aberturas de sol, caminhávamos.
Um olhar aqui, outro ali. Um sorriso aqui, um “bom te ver” acolá e tudo parecia resolvido e verdadeiro. Contudo, ousada que sou, entrei por uma porta semi-aberta e fui me infiltrando com “minhas palavras ora ácidas ora açucaradas achando que estava abafando... É... Mas as coisas são assim, mesmo! !!

Vivendo e aprendendo. Plantando e colhendo. Escorregando e levantando. Lendo e colecionando palavras.
Na conclusão total e na percepção sensorial, me vi intrusa em casa alheia, sem ser convidada.
Resolvi então abrir minha janela, que é nova (agora), arejar e ouvir os pássaros, que novos, acolherão esta doidivanas sonhadora, viajante da própria história.
Tentando acreditar que  flor e néctar não é adaga e sangue.


By Lu Cavichioli