Páginas

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

O MENINO DE RUA QUE PEDIA UM LIVRO

Oi queridos leitores do Coluna, acho que nunca atualizei esse blog tão rápido quanto desta vez rsrs...
Passando pelos blogs de amigos agora de noite me deparei com uma blogada pra lá de emocionante e totalmente inusitada. Por isso pedi à minha linda amiga

Tais Luso a postagem em meu blog, e assim ela consentiu - obrigada querida!

Segue o texto:

Nem sempre assisto ao programa Fantástico, da Rede Globo. Mas no domingo, 14 de setembro, assisti a um quadro e me emocionei. Era de uma criança  que fingia ser um menino pobre e de rua, que abordava várias pessoas defronte a uma livraria e ali pedia a elas se podiam comprar-lhe um livro. Naturalmente uns passavam sem dar bola para a criança, mas outros se surpreendiam tanto com o pedido que entravam com o menino na livraria para que ele escolhesse um livro. Para uns, o menino dizia que não sabia ler, então as pessoas sentavam com ele e liam alguma história. Realmente isso nunca foi uma paisagem do nosso dia a dia, não se vê.

Confesso que não consegui segurar algumas lágrimas, mesmo sabendo que era uma simulação. Mas me emocionei por ver que a ajuda partia de pessoas comuns, que se compadeciam, que se espantavam. E que se doavam. E esses, quando abordados pelo repórter do Fantástico, se surpreendiam e apoiavam a campanha.

Geralmente, os excluídos e abandonados pedem outras coisas. Mas emoção é como bocejo, um contagia o outro. A emoção da rua veio para nossas casas, ao nosso encontro, por todo o país.

Oxalá que os candidatos atuais aos cargos para Deputado Estadual, Federal, Governador, Senador e à Presidência da República, se comovam com coisas semelhantes. Enquanto não derem a devida atenção para a educação e para as escolas caindo aos pedaços, nosso país vai ser isso que está aí, um caos.

Pois é, será que os candidatos viram o programa? Não bateu uma emoção e uma vontade de virar o quadro em que se encontra o nosso país?

É triste constatar que aqueles que têm a faca e o queijo na mão, os que têm o poder para virar a situação do país, pouco se lixam, não estão nem aí; o negócio morre no papel. O que mais vemos e ouvimos é o desvio de verbas e a farra com o dinheiro público. E tudo vira um circo.

E o dia 5 de outubro está chegando e eu não consigo me decidir em quem votar. 
Qual será a razão???

by  Tais luso de Carvalho

Assistam ao 

http://globotv.globo.com/rede-globo/fantastico/v/ator-se-passa-por-menino-de-rua-e-pede-um-livro-ao-inves-de-pedir-dinheiro/3629555/Vídeo do Menino

A gente é obrigado a gostar?




Claro que não, ora bolas!

Vim pro Coluna hoje, meio indignada porque lembrei de um fato ocorrido com um "suposto" amigo blogueiro... Que se dizia meu amigo e tal e que vinha em meus blogs pra ler e bla bla bla. Eu também o visitava e lia  suas crônicas e alguns contos bem urdidos e com aquele tom jocoso que fazem das crônicas leitura agradável.
Porém um belo dia fui ler o original do livro a ser publicado. Lia e lia e não conseguia entender nada. A linguagem era confusa e as situações misturavam-se tanto que eu tinha que voltar a ler.

Agora vejam bem, eu demorei a ler, porque tinha mesmo uma falta de tempo e a obra era bem longa, mas quando comecei a ler, não tive aquele "estalo" que dá na gente e que não vemos a hora de retomar a leitura... tipo "tá interessante".

Conversamos sobre, e ele me perguntou se eu estava gostando. Eu, como sou transparente e não puxo o saco de ninguém (não gosto disso), disse a ele que estava meio confuso e tal . E não é que  moço se ofendeu?

CRUZES!
A gente tem opiniões e ninguém é obrigado a gostar das nossas crias literárias. Tem muita gente que gosta do meu estilo, mas tem também os outros 50% que não gostam... CARACA!
Mas mesmo assim eu andei folheando e lendo alguns parágrafos, mas mesmo assim, não gostei. Meu direito, ou não?

Contudo, a coisa virou de um jeito que ele se distanciou de mim. Deve ter ficado ofendido, mas não foi minha intenção.
Olha só, ele conseguiu publicar o livro, com coquetel de lançamento e autógrafos e tal. Brindou com amigos e família. Não tá de bom tamanho isso?

Tem pessoas que acham que suas  obras são as melhores do mundo e que todo mundo tem que gostar. Mas o mercado literário não é assim. Eu como autora já sei disso e aprendi a lidar.

Agora mesmo estou em fase de fechar meu segundo livro, que é uma coletânea de contos, crônicas e algumas homenagens em forma de prosa poética. Depois de pronto vou enviar meu original para duas editoras e não criar expectativas maiores do que elas possam ser, pra não cair do cavalo.

Todo escritor tem que saber que existem passos importantes para se desenvolver um livro, seja lá qual for o gênero.
Eu já levei muito tapa na cara de amigos e pareceristas sobre meus escritos e mesmo assim, não fiquei nervosinha e nem perdi amizade porque eu quero é crescer, aprender com quem sabe mais do que eu e assim conquistar meu espaço dentro do mercado literário... Se bem que o papel aceita de tudo rs...

Olha só,  publicar um livro é  um caminho  difícil e,  que a gente tem que lutar e se armar de coragem, confiança, dedicação, pesquisa, e toda sorte de bagagens para que a viagem de volta possa ser reconfortante e daí recomeçar do zero se for o caso.

Outrossim, foi lançado recentemente o segundo livro de uma trilogia que reza sobre magia, seres da sombra, seres da luz e etc... Esse tema já está bem batido e o autor precisa estar bem atento pra não repetir o que já foi escrito. Mesmo que o autor mude algumas coisas, é preciso tomar cuidado para não revelar a essência  conhecida, sabem.... Tipo "Ah eu já li isso em outro lugar"... E no caso dessa trilogia, eu vi ali muitos bordados com linhas de diferentes cores, mas os pontos desse bordado mostravam caminhos semelhantes ao que eu já tinha lido em obras de escritores renomados.

Esse tipo de recurso não é novidade, porque todo escritor lê muito e as vezes alguma ideia que leu, pode funcionar SIM  como uma ponte, para criar outra ideia, mas aí deve-se tomar o devido cuidado para não copiar e tentar mascarar com sua própria criatividade um elemento que já foi lido, conhecido e criado. É bem difícil fugir disso, mas não impossível.

Não somos obrigados a gostar e comentar verdades não ofende ninguém , mesmo porque somos todos civilizados e podemos dizer com critério, conhecimento e respeito críticas que tem como objetivo ajudar o autor. Eu mesma sempre peço a meus colegas poetas e escritores que me corrijam para que eu possa melhorar cada vez mais.

É o Coluna da Lu com boca no trombone!!

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Diário de Uma Lagarta e outras Letras





São Paulo, 19 de setembro de 1976

Acordei cedo, como era costume. Olhei pela janela e vi que o dia seria sem sol... Garoa, vento e céu nublado... Que raiva viu?! Detesto quando o sol se esconde... Mas eu tinha ir pro colégio porque tinha um seminário para apresentar e aqueles bestinhas do meu grupo quase não faziam nada e nem queriam falar.

Desci as escadas já de uniforme e ainda meio sonolenta. Na cozinha a mesa já estava posta e era meu pai que fazia o café da manhã pra mim. Lá fora meu carrinho ligado pra esquentar o motor.

Cheguei bem ao colégio , estacionei bem em frente.
Catei minhas coisas e lá fui eu com a caderneta na mão mostrar para o inspetor que ficava ali te esperando pra ver se você tinha trazido seu passaporte, senão nada de entrar. Nossa que ódio que eu tinha disso. Mas eu estava com a caderneta e lá fui eu em direção às rampas. Sim, meu colégio não tinha escada, tinha rampas, era muito legal. O sinal tocou e a multidão de alunos começou a subir e cada um achava seu corredor e sua respectiva sala.

Depois do seminário, tínhamos aula de estenografia e datilografia. Eu adorava escreve em símbolos porque ajudava a fazer minhas colas ahahahaha!!!!
Datilografia era bico porque antes de entrar no curso de secretariado e já tinha feito datilografia. Então era só aprimorar.

Terceira aula... Ai que saco!
MATEMÁTICA FINANCEIRA arg!! Um bicho de sete ou mais cabeças. Eu não entendia bulhufas, mas ia adiante. Nossa, essa aula custava a passar e meus olhinhos não paravam de olhar pro relógio. Mas enfim tocou o sinal e lá fomos para o intervalo. A cantina entupida porque os mortos de fome desciam a rampa feito gado desembestado e a gente sempre chegava depois, mas mesmo assim eu consegui pedir meu lanche.
Eu sempre me entupia de empadinhas, eram as melhores que eu já tinha comido. E lá ficávamos eu e meu grupo que era chamado de QUARTETO DA MORTE kkkkkkkkkkkk!

Eu aproveitei pra paquerar meu gatinho que era um pão! Mas era também um metido, um nojentinho... Nem me notava direito. Ao que RAIVA!

Quarta aula:
Inglês  Comercial com a professora Élide - outra aula que eu odiava, mas a professora era joia!!

Quinta e última aula, ufa... Educação Física. Vamos jogar volei, treinar pra participar do torneio entre os colégios da região.

Ai que bom... cheguei em casa morrendo de fome. De tarde fui buscar minha vó e leva-la pro supermercado . Era dia dela comprar as coisinhas pra fazer o pão caseiro e um monte de delícias que só ela sabia fazer.
Aproveitei pra passar na casa da minha tia e ver a Raquel, minha priminha recém nascida, uma fofa. Estava com dois meses. Dei super beijo e lá fui eu pro SM.
Depois vóinha foi pra casa e lanchamos, eu ela e minha mãe. Minha cachorrinha de plantão do meu lado querendo beliscotes.

Mais tarde levei voinha pra casa. Passei na casa da Miriam minha colega de classe, pra gente fazer um resumo pra aula de português.

De noite fui ver TV na casa da Marina. Tomei uma dose de uísque com ela e belisquei uns salgadinhos...
Quase nem jantei direito. Minha mãe ficou uma fera.
Daí fiquei um pouco com meu pai na sala e como eu tava super cansada fui dormir mais cedo.

*por enquanto é só... aguardem que o Diário de uma Lagarta promete.