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quinta-feira, 21 de março de 2013

Novos Talentos

Bom dia a todos!

Trago até vocês hoje uma série que pretendo dar continuidade sempre que for possível garimpar novos autores literários.
Na estréia eu trouxe uma cyber amiga que mantenho contato desde 2004!

O nome dela?

ANA BAILUNE - Poeta , Contista e Cronista


Sou uma pessoa tão comum que acho que ninguém estaria interessado em saber quem sou. Mas vá lá: dou aulas de inglês em casa. Moro em uma cidade pequena. Escrevo pacas, aliás, não consigo parar de escrever, a não ser quando estou lendo. Acho o bom-humor essencial em uma pessoa, mas o humor fino, não a palhaçada. Talvez porque eu mesma seja um pouco ranzinza... e palhaça. A coisa mais difícil do mundo é falar da gente.

 Sou casada há 23 anos com a mesma pessoa, portanto, neste aspecto, considero-me uma raridade... ah, coitado do meu marido, que me atura há tanto tempo... hehehehe... mas a recíproca também é verdadeira. Bem, acho que já está bom. Como eu disse, sou uma pessoa bem comum.

(palavras da autora)




Quem me conhece sabe que minha roda de amigos na NET é recheada de poetas e escritores e pessoas ligadas à literatura e língua portuguesa. E quando eu começo a ler a obra dessas pessoas eu vou fundo e procuro extrair o melhor do estilo de cada um. Com isso (não sei se é mania), eu construo um perfil literário sobre a forma de como essa pessoa se expressa, e com Ana não foi diferente.

Ana Bailune é autora da coletânea poética " Vai ficar tudo bem"




Ela também é uma de minhas colaboradoras em meu blog de Crônicas http://vemproquiosque.blogspot.com.br

Apresento a vocês meu parecer sobre a obra literária deste novo talento da nossa literatura.





Não há cortinas na Liberdade de Expressão

A obra poética de Ana Bailune reflete sensações tanto de naturezas explícitas que voam desde ninhos de pássaros até encontros com o rosto rabiscado do cotidiano.
Suas linhas poéticas brincam com a diversidade e jorram inesgotáveis escotilhas, emolduradas em faces lúdicas que bordam todo seu modo peculiar e inesgotável de escancarar imagens nas entrelinhas.
A autora possui linguagem lírica, contextual, atual, romântica e, sobretudo contundente, expressando o todo dentro das realidades que podem ser astrais ou terrenas.
Toda poesia é movimento e todo movimento gera novidades. Ler Ana Bailune é como ter asas e poder experimentar voos em todas as direções. Ela pode ser brisa, mas também sabe traçar tempestades e nesse mérito vai desenhando seus versos que brotam naturalmente, onde a rima pede passagem e sabe que tudo será espontâneo e verdadeiro porque a autora é liberta e transforma-se em flor quando há néctar esvoaçando no jardim.
Ana aborda de maneira contagiante sua própria infância, levando o leitor às mais distantes viagens porque cada pensamento é um presente misterioso que pertence aos neurônios de cada um em particular.
Há um toque de súplica em seus versos que transparecem de modo velado em seu romantismo, talvez herdado de sua natureza/mulher que rodopiam suas saias e gesticulam brevidades, tanto na juventude de sua alma quanto na maturidade do ego.
Quem lê sua obra ouve canções e hinos ritmados singelos e com toda gratidão por saber-se viva, e poder contemplar atos gratuitos como o canto da cotovia ou a beleza breve de uma flor.
Ana revela em seu versejar a poeta nascida em partitura única que suavemente chega aos nossos ouvidos com tons de noites de sarau.
A autora é revelação dentro do campo literário, onde novos autores despontam auroras e ela nada mais é do que um desses raios vespertinos.

(By Lu Cavichioli)


Para saber mais sobre a autora

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