Oi pessoas, bom dia!
O Coluna traz hoje uma reflexão sobre a vida, sobre o ser humano e suas implicações tão complexas
.
Somos todos iguais perante Deus, embora cada um tenha sua parte humana que depende das vontades, dos desejos e das escolhas. E nessa parte humana (tão complicada), é que devemos nos ater.
Na vida real a gente pode ter mais respostas às nossas des(confianças) e respeito. Porque há uma aproximação física. Contato olho no olho e o toque. Sim, o toque que desprende energias. Principalmente num aperto de mão ou num abraço que pode, ser gelado e distante; ou receptivo e próximo.
Essas energias podem ser do mal ou do bem - fora isso nada existe.
A confiança vem através da convivência, da troca de experiências, do diálogo, do olho no olho e tal. E nesse experênciar a gente aprende com a gente e com o outro - daí surge o respeito, um conceito primordial para que haja harmonia e equilíbrio externos e internos. Físico/ mental/espiritual.
Na vida virtual (que está em moda e não há mais nada que impeça isto), a coisa é nublada.
É relativo chamar de "amigos" pessoas que só conversamos através das palavras. Devemos confiar nas palavras? Depende!
Precisamos de uma construção (bem como na vida real)- mas com a diferença de estarmos distantes. Aí o bicho pega... E como!
Qualquer palavrinha mal colocada ou mal entendida pode ruir os (frágeis) tijolinhos empilhados sem toque, sem olhares, sem vozes nem rostos, e tudo desmorona.
Creio que a confiança (nesse meio) - o virtal - vem com o tempo, Mas o respeito deve e precisa existir, justamente porque não conhecemos a personalidade do outro e muito menos sua reação diante do que você pode fazer, ou dizer, ou escrever, sei lá...
Concluindo, eu tenho em mim que a confiança é construção e o respeito a estrutura que embasa os tijolinhos. E finalmente levantar as paredes para abrigar a amizade.
É o que tem pra hoje!
Abraços a todos
boa semana
Lu C.
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segunda-feira, 10 de junho de 2013
domingo, 8 de julho de 2012
Loucos e Santos
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer,
mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
By Oscar Wilde
*nota da Lu:
Acordei hoje revendo conceitos. Sorte a minha porque meu chá, nessa tarde congelante aqui em Sampa teve companhia ilustre. Mister Oscar Wilde.
Obrigada!
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