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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Hoje acordei assim...










... Olhando pra varanda, assintindo ao espetáculo molhado que insiste em fustigar as calçadas, os telhados, os refúgios "passarinheiros", as esquinas, os jardins e os passos que (continuam) apressados.

Pressa? Pra quê tanta pressa gente se temos que viver um dia por vez e nele organizar as idéias e todo o resto que nos rodeia?

Olha só, estou aprendendo (a duras penas), que viver o hoje e focar nele faz com que a gente se sinta bem melhor. Decidi experimentar, sabe... E olha que está dando certo.

Tenho contado pra vocês que assumi um trabalho fora da minha casa e isso implica em responsabilidades, cumprir horários, enfrentar caras e bocas, preguiça... Daí vem aquela vontade de ficar em casa olhando a imagem que sobe de uma xícara de chá, lendo um livro ou escrevendo um poema.
Olhando as vidraças tatuadas pelas gotas que caem do azul cinzento e perdem-se num emaranhado de vitrais.

Fico a pensar nos mundos que vivem dentro da caixa craniana e o que se passa nas vielas  de cada neurônio.
 Fico a pensar se há luz ou apenas o negrume bruxuleante de uma vela.

Há tantos mundos aquarelados que deixam escapar o alaranjado róseo de um céu no ocaso. Há tinteiros neutros, silenciosos que fecham as janelas e nada mais se escuta, a não ser o pulsar (necessário) da vida. E há ainda aquele mundo opaco, quase transparente, esquálido, petrificado por idéias contrárias que não querem mais sobreviver. Mesmo que a visão lhes mostre que exista aquarelas e seus pincéis com suas águas e  correntenzas e tantas, mas tantas pontes e fontes (mesmo frágeis) que te levam à estradas outras. E ali você finalmente poderá encontrar vitrines com rostos sorridentes e mãos estendidas - aquelas que ofertam calor e abrigo.

Vamos liberar nossas endorfinas porque os neurotransmissores precisam continuar nossa reforma interna.
Daqui a pouco preciso deixar a paz e o aconchego da minha casa para me atirar de cabeça e nadar, sem morrer na praia. Pensem nisso... Um dia de cada vez e uma braçada cadenciada , só não esqueçam de oxigenar os meandros (ainda) descohecidos de nosso cérebro que dá o comando para a máquina continuar funcionando.

Tenham todos uma ótima quinta feira, mesmo com o céu descolorido, com a chuva molhando os pensamentos e vamos (por favor) espantar as caretas desgrenhadas do negativismo.

Navegar é preciso!

Abraço de afeto

* Oxalá eu acorde assim por um bom tempo para que meu treinamento interno tenha o resultado esperado.

5 comentários:

  1. Boa tarde!

    Texto maravilhoso; Gostei de ler

    Tenha uma excelente quinta feira.

    Beijos
    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

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  2. Boa tarde Lu.. meu pai sempre tenta nos mostrar este pensamento.. um dia de cada vez.. e somos muitos os que se atropelam na corrida dos dias rumo sei lá eu para que lugar.. tudo tem ciclos e o tempo faz parte disso.. mas temos que diminuir o passo.. a calma sempre tem que estar presente nas nossas vidas.. bjs querida amiga até sempre

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  3. Lu,coisa boa quando assim estamos,né? Sabendo que é uma braçada por vez que vai nos levar até a outra margem. Mas nem sempre conseguimos.Há dias que queremos tudo pra ontem,rs beijos,chica

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  4. Lu, a palavra pressa sempre me lembra um conhecido que, há alguns anos, disse a alguém que o queria ultrapassar, no trânsito, a qualquer custo: tá atrasado? saísse mais cedo de casa. O tempo não é equacionado de forma adequada e, muitas vezes, os obstáculos independem de nós.
    Aqui, também, a chuva fina provoca reflexões quando a observamos através do vidro molhado da janela. E vem a pergunta: saio ou deixo para depois?? (rss) Sem horários a cumprir, eis que aposentada, posso fazer isso. O melhor, no entanto, é não nos acomodarmos para não realizarmos nossas atividades com correria.
    Seu texto é muito belo. Bjs.

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  5. Bom demais!

    Esquecer a pressa e focar no hoje! Aos poucos vamos aprendendo né?! Beijos Lu.

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