Quando se
decide escrever, seja lá o gênero que
for precisa-se ficar atento sobre o tema escolhido e a forma como recortar e
montar teu quebra cabeça. É de suma importância que a essência ou idéia central
apareça de forma inusitada, a fim de assegurar sua continuidade. Porque se no
início da leitura não soubermos cativar o leitor, estamos fritos!
Eu
particularmente nunca me deparei com
figuras chamadas de “pareceristas” - cuja intenção e objetivo é julgar uma obra
e em seguida bater o martelo dando-lhe o veredito : PUBLICÁVEL OU IMPUBLICÁVEL.
Fiquei
sabendo da existência dessa classe de
julgadores por um amigo escritor que submeteu sua obra, no caso um romance,
antes de publicar. Segundo informações deste amigo (excelente escritor), sua
obra não foi aprovada. Por várias razões que posso contar numa próxima edição
neste blog.
Não contente
com a resposta do primeiro parecerista, ele procurou outro e o coice foi bem
maior, dessa vez derrubando-o e o fazendo sangrar por dentro.
Depois de
conversarmos bastante (eu e meu amigo), ele me contava que nós, escritores/poetas
e aprendizes de feiticeiros, temos o péssimo costume de achar que tudo aquilo
que escrevemos é PERFEITO, tipo um filho que mimamos até não poder mais. A princípio achei aquilo um absurdo, mas ao
longo do tempo, concordei com ele. Haja visto tanta baboseira escrita por essa
WEB afora e que dizem ser poesia, prosa poética, romances etc!
Olhem só uma
coisa, meu livro por exemplo, foi lido
por muitas pessoas , professores de literatura, professores de português e
coisa do gênero... Eu tinha muita vergonha, porque achava que só escrevia
porcarias ( e as escrevi muitas vezes). Todos
meus amigos me elogiaram e tal, mas eu
queria mesmo saber se eles estavam dizendo a verdade. Não gosto de melação
quando a coisa não é verdadeira. Quem me conhece, sabe disso.
Re(cantos) de
Mim foi submetido a um parecerista depois que eu publiquei e ele meteu o
sarrafo em alguns poemas abrangendo não só a parte lírica, mas também a gramatical. Ele simplesmente dissecou o livro, de cabo a
rabo. Até o prefácio e as orelhas do livro ele analisou... Eu tenho tudo
guardado como um tesouro, porque pra mim foi um super aprendizado. Depois
pegamos amizade e ele começou a ler outros textos e poemas meus e dizendo
sempre a verdade. Não derramou mel, mas
também não me fez beber o fel, entendem aonde quero chegar?
Tudo precisa
ser feito com critério e entendimento, sobretudo respeito. Mesmo porque ninguém
é dono da verdade.
Por enquanto
é só, mas posso voltar em edição extraordinária.

Bom dia
ResponderExcluirSem dúvida que quando escrevemos algo que sai de dentro de n´
os é como um filho que se ama.
Pensamos sempre que está bem escrito. Para nós está. Para outros, não
Os Pais são apenas dois. Os outros serão, quanto muito, apenas tios.Essa nuance faz toda a diferença
Fique feliz
******************************
http://pensamentosedevaneiosdoaguialivre.blogspot.pt/
Oi Luluzinha!
ResponderExcluirMenina, que legal isso! Parecerista!
Gostei muito.
Quando escrever um livro vou pedir o endereço desse menino pra você! Porque é muito importante pra gente ter uma opinião embasada e certeira né?
Ei! CÊ tá sumidona hein...
Um beijão e tenha um lindo final de semana!
Quem escreve e publica livros está sujeito a isso. Porém acredito que ninguiém é dono da verdade. Um pode detestar, outro amar! Por isso, não sei se é legal esse tipo de Pareceres...
ResponderExcluirJogar a cara á tapas se estiver achando que o que escreveu é o meçjhor que tinha para o momento e depois esperar,rs beijos,chica
Oi Chiquita tb não achu legal sabia? Mas eles existem e detonam tua obra. No começo eu detestava esse tipo de coisa, mas ao longo de meus trabalhos onde as pessoas começaram a ler e analisar, eu acostumei e até gosto das críticas, desde que sejam feitas com respeito e algum embasamento sobre o assunto.
ExcluirÉ, eu tb escrevo o que gosto e dou a cara a tapas mesmo, nem ligo... rsrs
Podem falar o que quiserem...
beijão
Passo para desejar um excelente fim de semana.Beijo
ResponderExcluirhttp://coisasdeumavida172.blogspot.pt/
OI Cidália, obrigada querida, o mesmo desejo pra ti!
Excluirbeijo!!
Acho que o diagnóstico do parecerista deve abordar dois focos principais:
ResponderExcluir1- A viabilidade comercial, ou "vendabilidade" potencial da obra, incluindo o tipo de público-leitor.
2- A qualidade literária da obra.
O primeiro aspecto interessará principalmente às editoras (as principais têm "leitores" contratados para isso). O segundo, ao autor, como orientação para seu aperfeiçoamento.
Creio que deve ser uma atividade fascinante.
Beijos.
PS: o caça-rimas, moça, o caça-rimas... é para uma Recontadeira de Estórias.
Assino embaixo e carimbo tudo que escreveu meu poeta maior.
ExcluirAhhh, sim o caça-rimas, adooro e faz tempo que não pego um desses pra desvendar... rsrs
"recontadeira de estórias... Taí, gostei demais!
bacios caríssimo!!
Lú, vc abordou só a parte de alguém aceitar ou não nossa obra, faltou a parte do valor exorbitante para se lançar a mesma! Vc sabe como é né?1
ResponderExcluirQuando decidi ser escritora pensei que seria diferente! Confesso que fiquei um pouco decepcionada com esse mercado!
Beijos!
Com certeza Cá, esse é um outro assunto, daqueles bem cabeludos.
ExcluirVc ficou UM POUCO decepcionada? Eu fiquei total quando publiquei minha coltânea poética. Afff nunca mais, sabe...
beijão lindeza!!
Olá, Lu. Amo a sinceridade e desde que comecei a publicar meus trabalhos na rede guardo com muito carinho todas as críticas que recebi (acho que dá pra contar nos dedos, uma pena pois eu queria receber muito mais). Quando deixo comentários em textos alheios, primo pela sinceridade SEMPRE, pois o elogio falso não leva ninguém a lugar nenhum (e que alguém fique parado no tempo e no espaço é o que desejam outros alguns, muitos, por isso sempre desconfio de elogios). Porém essa minha postura de não distribuir elogios falsos me torna impopular, mas eu não ligo e vou seguindo meu caminho agindo como acho que é certo, como qualquer pessoa de bom senso faz (mentir para si mesmo é sempre a pior mentira). Já escrevi sobre o tema do seu post em A Inveja dos Críticos, lá no Recanto. Posso deixar o link depois, se você tiver interesse. Quanto a censura de publicações, acho que hoje em dia o autor decide o que publica ou não, ninguém precisa mais do aval de terceiros. Porém entendo: quando estamos inseguros quanto à qualidade da obra, gostaríamos (e como!) de ter outras opiniões. Minha experiência tem me mostrado que a autocrítica sadia é uma habilidade que tem que ser desenvolvida por cada candidato a escritor, bem como a capacidade de interpretar os 'nãos', que são muitos, via de regra. No final das contas, nesse mundinho editorial, nesse meio literário FDP, sobrevive quem engrossa o couro e não se vende jamais, quem aprende a defender coerentemente os motivos para crer no valor de seus escritos. O tema é vasto, e esse é apenas um breve comentário, fico por aqui. Abraços. O link: http://www.recantodasletras.com.br/cronicas/4132835
ResponderExcluirLu,
ResponderExcluirO parecerista é mais que um crítico literário, pois analisa não somente o teor com também a parte gramatical e ortográfica e acho que todo mundo que deseja publicar um livro, deveria contratar um para fazer o diagnóstico. Isso evitaria surpresa para o "parturiante"[que acredita ser a sua cria a mais bela das criações. Sei do que falo, tenho os dois filhos mais lindos do universo]. Agora quanto à obra eu já sou bem crítica e já cheguei a tirar postagem que fiz pq achei o que escrevi uma merda.
Guarde-se com carinho a análise da sua obra, pois ela é um parâmetro pra vc sempre lembrar que seus filhos pode não ser a criaturinha mais linda do mundo.
Adorei a abordagem do texto e que volte com mais um tiquinho do tema sempre.
bjkas doces e bom fim de semana
Quando nos expomos estamos sujeitos a muitas coisa...
ResponderExcluirBeijo Lisette,
Olá, minha miga!
ResponderExcluirVc sumiu ou fui eu que desapareci?rsrsrs
Pra variar, tou estudando (vide Botões).
Essa função/ocupação do consultor parecerista (não sei se é tão rentável), mas é, no mínimo algo assim, a meu ver:
- ele assume o compromisso de seguir as regras da editora (em que trabalha) e acho que deveria ser muito bem remunerado.
-avalia originais para publicação numa atividade específica (ad hoc)de análise editorial, técnica e metodológica
- e muitas coisitas mais, que deve ser do seu conhecimento,claro!
No caso do seu amigo, conte pra nós, sim,por que tanto ''fel''!
E no seu caso em especial, Lu, que bom que ficaram amigos, pois costumo dizer que eles cumprem seus papéis (religiosamente) mas...''não mordem não''...rs.
Um abração bem grande e apareça!
Bacios, cara mia.
Lu, teu jeito de escrever é muito bom e gostoso de ler.
ResponderExcluirE vc tem razão...
complicado saber que sempre estamos sendo analisados, mas até aí... como bem disse, ninguem é dono da verdade... e portanto, vamos nós!
bj
CON