quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Intruder
Vinha eu (descompromissada) meio em descompasso e um tanto solitária.
Eu e minha personalidade instável, sujeita a chuvas e trovoadas e com pequenas aberturas de sol, caminhávamos.
Um olhar aqui, outro ali. Um sorriso aqui, um “bom te ver” acolá e tudo parecia resolvido e verdadeiro. Contudo, ousada que sou, entrei por uma porta semi-aberta e fui me infiltrando com “minhas palavras ácidas" ora açucaradas, achando que estava abafando... É, mas as coisas são assim mesmo. Vivendo e aprendendo. Plantando e colhendo. Escorregando e levantando. Lendo e colecionando palavras.
Na conclusão total e na percepção sensorial, me vi intrusa em casa alheia, sem ser convidada.
Resolvi então abrir minha janela, que é nova (agora), arejar e ouvir os pássaros, que novos, acolherão esta doidivanas sonhadora, viajante da própria história.
Tentando acreditar que flor e néctar não é adaga e sangue.
By Lu Cavichioli
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"BOM TE LER, ME IDENTIFIQUEI COM O TEU TEXTO; DEMAIS!!!
ResponderExcluirBeijinhos, e muita sorte nessa caminhada* * * no novo Ano.Feliz 2012 .Entre na minha casa, és uma convidada e também já está com novas janelas...
O sol brilha nesse primeiro dia do Ano, ontem choveu muito, a despedida foi uma lavagem no céu ou uma "limpeza"...boa!
Beijos. PAZ!